Dia desses, estava em casa curtindo o “não fazer nada” e ouvindo música. Christian e eu estamos ouvindo muito Jazz ultimamente, desde quando ele resolveu transferir para o computador as músicas da coleção do pai dele de mais de 100 CD’s do gênero. Ouvíamos Billie Holiday. Adoro! É maravilhoso sentir a doçura e a leveza com que ela canta. Senti uma calma, uma felicidade… uma verdadeira paz interior. Aí pensei: como podem gostar de ouvir funk? Me dá uma agonia por dentro quando escuto este tipo de música.

Começamos a conversar sobre as sensações que a música transmite às pessoas. É claro, cada som tem uma vibração diferente e consequentemente causam sensações diferentes. Concordamos no mesmo ponto: a vibração do funk é bem baixa e agressiva. Estimula a violência e o sexo primitivo. Não é a toa que este estilo musical se originou nas favelas, ambiente que infelizmente tem um peso no ar e respira violência.

Por que nas favelas o ambiente é assim? A conclusão que chego é que a maioria das pessoas que lá habitam vibram este tipo de energia, ou seja, pensam, sentem e materializam coisas com esta vibração. A vibração coletiva acaba gerando um ambiente como o da favela. Na minha opinião, o funk atrai pessoas que de alguma forma estão em sintonia com este tipo de vibração. Fico chocada ao perceber como o funk agrada tanta gente aqui no Rio de Janeiro. O raciocínio é o mesmo das favelas. Uma cidade é o que é porque as pessoas que nela vivem são o que são. Os que começam a se distanciar da vibração do ambiente em que vivem passam a sentir vontade de ir morar em outro lugar.

Mas, voltando à música, li recentemente em uma revista uma matéria interessantíssima sobre o efeito que a música de Morzart tem sobre as pessoas. Incrível as comprovações científicas que já obtiveram. Simplesmente a arte de Mozart é tão elevada que tem a capacidade de influenciar significativamente no crescimento das capacidades cerebrais fortalecendo a inteligência e a aprendizagem, a saúde corporal e a criatividade. Impressionante!

Bem, pra quem gosta, um pouquinho de Billie Holiday.