Uma cliente minha, após ler o post “A vibração da música”, me enviou um email com um texto que fala sobre música e cérebro. Este texto me esclareceu muito sobre o assunto. Achei muito interessante, acho que complementa o assunto do antigo post.

O maestro Eduardo de Carvalho Ribeiro mostrou como os elementos básicos da música estão ligados a partes do cérebro. “Não são verdades absolutas, mas resultados de experiências próprias”, ressalta.

Segundo Eduardo, a música é constituída basicamente de ritmo, melodia e harmonia. Essas três partes estão presentes em todas canções, sendo que uma pode prevalecer sobre as outras.

O cérebro humano é formado por três partes: o cérebro reptiliano, comum a todos os animais, o límbico, típico dos mamíferos, e oneocortical, presente em seres biologicamente mais evoluídos – como primatas, golfinhos e o homem.

O ritmo estaria relacionado com o cérebro reptiliano, um sistema comum a todos os animais e responsável pelo instinto. Músicas mais ritmadas, como o samba e a música africana, estimulariam mais essa parte do cérebro humano.

Canções melodiosas provocariam o lado emocional do cérebro, como as músicas românticas. Assim, o maestro liga a melodia ao cérebro límbico, relacionado com a intuição e o sentimento.

O cérebro neocortical estaria relacionado com canções em que a harmonia seja predominante. Nesse caso, a parte mais racional do cérebro é estimulada por músicas com arranjos mais trabalhados.

Eduardo deu grande importância à integração dos três elementos musicais e cerebrais, além de defender as músicas nas quais o ritmo, a melodia e a harmonia estejam equilibrados, pois estimulariam o cérebro como um todo e não haveria predominância de uma em especial.